Pular para o conteúdo principal

Alesp aprova Orçamento do Estado 2021 sem dotação própria para o combate à Covid 19

Texto não apresenta rubrica sobre o tema, dificultando a fiscalização dos recursos que serão aplicados na compra de vacina, insumos para aplicação e demais ações específicas de tratamento e combate à doença no estado.


A maioria dos deputados da Alesp aprovou o parecer elaborado pelo deputado Delegado Olim (PP), ao Projeto de Lei 627/20, que define o orçamento do Estado para 2021. Foram 42 votos favoráveis e 31 contrários ao parecer governista.
O relatório aprovado acolheu como subemendas 3.275 das mais de 15 mil emendas parlamentares apresentadas, sendo 909 delas da bancada do PT. O total remanejado para suplementar ações e áreas consideradas prioritárias ultrapassou R$879 milhões. O orçamento previsto para 2021 é de R$246 bilhões.

DORIA TIRA DINHEIRO DA SAÚDE

No entanto, a área de saúde, uma das mais importantes diante da pandemia, manteve-se em déficit, com R$686 milhões a menos do que neste ano. Também houve redução nos recursos destinados às Santas Casas e não há no projeto aprovado qualquer apontamento específico sobre o combate à Covid 19.


E DA PESQUISA DO ESTADO

Outro ponto não alterado no projeto de orçamento aprovado trata da pesquisa. Em que pese o discurso político do governador Joao Doria, a proposta não retirou o Anexo 9 do projeto, permitindo que o Executivo desvincule cerca de R$454 milhões da FAPESP, principal fundação de amparo à pesquisa do país. Essa insegurança legal, segundo os próprios pesquisadores, causa instabilidade diante de falta de previsão orçamentária clara a médio e longo prazo.

AVANÇOS TÍMIDOS NO PROJETO APROVADO

Graças ao esforço da bancada do PT e pressão da sociedade o texto final aprovado na Comissão repôs R$ 47,2 milhões para a área de Desenvolvimento Social, mantendo o orçamento do Viva Leite e do Bom Prato; mais R$142,9 milhões para educação; R$ 61 milhões suplementados na pasta de Desenvolvimento Econômico, sendo R$ 49 milhões para programas ligados à geração de emprego, como as frentes de trabalho, qualificação profissional e fomento ao Banco do Povo e ações ao pequeno empreendedor; R$ 37 milhões a mais para a Habitação, com ênfase na construção de moradias populares, apoio e reassentamento habitacional; mais R$4 milhões para a Cultura, direcionado para as Fábricas de Cultura, além de recursos para os programas desenvolvidos pelo ITESP, entre eles os assentamentos rurais e ações junto aos quilombolas. Também foi aprovado aumento de recursos para investimento nas estradas vicinais e aumento no orçamento da Segurança Pública.

Para o deputado Paulo Fiorilo, membro do PT na Comissão, houve avanços nas áreas ligadas à vulnerabilidade social e combate ao desemprego, mas áreas prioritárias tiveram redução orçamentária sem que a receita para 2021 tenha sido reduzida. “Programas importantes da cultura, como o projeto Guri não foram priorizados, falta transparência nas ações direcionadas à pandemia, houve aumento substancial para investimento em obras, sem contar o absurdo aumento do orçamento para publicidade. Todos esses pontos tornam necessário fiscalizar toda a execução orçamentária de 2021."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

ZONA SUL EXIGE MOBILIDADE COM QUALIDADE

Hoje pela manhã moradores e movimentos realizaram um Ato pela retomada das obras de duplicação da estrada do M'Boi Mirim nos moldes do projeto aprovado em 2014, após extenso debate com a comunidade. Governador Doria e prefeito Bruno Covas alteraram a proposta sem consenso com a comunidade. A duplicação foi debatida e iniciada na gestão do prefeito Fernando Haddad e paralisada na gestão Doria/Covas. No inicio do ano o governador João Doria suspendeu o projeto e apresentou outra proposta de duplicação que NÃO resolve o gargalo do intenso tráfego da região e NÃO corresponde aos anseios da comunidade da Capela do Socorro e região.  A proposta inicial previa  duas faixas de veículos, uma ciclovia e uma faixa exclusiva para ônibus. Também estavam p resentes no ato o vereador Reis e várias lideranças da região como Geraldo, Alex e Brito. Deputado Fiorilo discurso na concentração do ato MANDATO EMPENHADO NA DUPLICAÇÃO  O mandato esteve na secretaria de Transportes e Logística em ...

PROJETO DE FIORILO GARANTE DIREITOS LEGAIS AOS SERVIDORES ESTADUAIS EM CASO DE PERDAS GESTACIONAIS, NEONATAIS E PARTOS PREMATUROS

Projeto de Lei 654/20, de autoria do deputado estadual Paulo Fiorilo, quer garantir às servidoras e servidores públicos direitos legais de licença maternidade e paternidade em caso de perda gestacional e neonatal. A proposta também amplia a licença em caso de parto prematuro, que passará a contar não mais a partir do nascimento do bebê, mas a partir de sua alta médica. As alterações na legislação em vigor têm sido debatidas por coletivos que atuam no tema e que lutam por direitos para as famílias que vivem a perda ou a prematuriade. Em março deste ano o mandato, em contato com o Grupo Transformação, da cidade de Araraquara, abraçou a causa. Um audiência pública foi realizada na Alesp para somar esforços até a apresentação do projeto. De lá para cá a proposta articulada pelo Grupo Transformação, junto com o mandato, recebeu apoio de outros coletivos. Tatiana Machado e Perla Frangioti A aprovação do projeto e a consequente alteração na legislação em vigor busca impedir que esse luto sej...

EU, PAULO FIORILO, NÃO VIREI HIGIENISTA. POR QUE ENTÃO APRESENTEI DESSA FORMA O PL SOBRE O FUNCIONAMENTO DO METRÔ?

Desde ontem, quando o portal UOL publicou uma matéria, tenho recebido vários comentários críticos ao Projeto de Lei 607/20 que protocolei e foi publicado no Diario Oficial Legislativo, sobre o funcionamento do Metrô. Todas as críticas são pertinentes, o texto do Projeto de Lei é higienista, retrógrado, autoritário, não respeita direitos individuais e não dialoga com a realidade atual. Então porque apresentei o projeto? Não mudei de lado, não virei negacionista e nem higienista. Quando procurado por um ex-metroviário para que apresentasse um Projeto que regulasse o sistema e a função de Agente de Segurança Metroviário, tive conhecimento que até hoje o Sistema do Metrô funciona com base em uma Lei Federal de 1974 e um Decreto – Pasmem – Municipal, de 1978, que rege todo o seu funcionamento. Ou seja, não há legislação estadual e nem seria possível cassar esse Decreto Municipal. Decidi então copiar e apresentar o texto do decreto para suscitar o DEBATE PÚBLICO. Entendo que poderi...